Seg, 07 de Dezembro de 2009
Juliana Kirihata, iG São Paulo
As políticas públicas de incentivo à inovação no Brasil deveriam ser mais direcionadas às empresas e não às universidades, centros de pesquisa e pesquisadores. A afirmação é do economista Ricardo Sennes, da Prospectiva Consultoria, que apresentou na manhã desta segunda-feira o seminário "Inovação no Brasil: Políticas Públicas e Estratégias Empresariais" na Universidade de São Paulo.
De acordo com o estudo do especialista, o cenário da inovação no País é positivo, mas as empresas ainda precisam de mais incentivos para investir na área e, assim, se destacarem tanto no mercado doméstico como no exterior.
"O Brasil não se apresenta internacionalmente como um país inovador", afirma Sennes. Para ele, problemas de regulação, financiamento e de prioridade são os principais nós das políticas de estímulo à inovação.
"Uma política de estímulo à inovação não se faz através de uma série de editais. É preciso avaliar se existe ou não algum processo contínuo e estruturado", completa.
Durante o seminário, o economista destacou ainda os diferenciais competitivos do Brasil no setor. Segundo Sennes, o País tem uma ampla capacidade industrial, biodiversidade e um significativo poder de compra do Estado.
Entre os setores nos quais o Brasil dispõe de maior vantagem competitiva, de acordo com o estudo, estão as áreas de saúde, biotecnologia, engenharia e construção.
Sex, 04 de Dezembro de 2009
O Congresso Nacional considera o investimento em propriedade intelectual e inovação muito relevante para o desenvolvimento do país, mas conhece pouco o marco legal da área e só metade dos parlamentares demonstra muito interesse pelo assunto. É o que revela a edição 2009 da pesquisa “O congressista brasileiro e o tema da propriedade intelectual”, realizada pelo IBOPE e lançada no dia 3 de dezembro (quinta-feira), no Senado.
Leia mais:
Portal Fator Brasil