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Seminário Brasil-Angola

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Angola cresce 13% ao ano desde 2002 e gera negócios para produtos e serviços brasileiros

Seminário da Prospectiva Consultoria e da Fundação Vanzolini aponta
caminhos para negócios entre os dois países

O Brasil tornou-se o quarto maior fornecedor para o mercado angolano, atrás de Portugal, Estados Unidos e China. E as empresas brasileiras lideram diversos projetos de construção no país africano, que se reconstroi após a guerra civil, que durou de 1975 a 2002. Informações como essas indicam o potencial de aproximação entre os dois países e estiveram entre os temas debatidos no seminário "Brasil-Angola: Oportunidades de Projetos e Negócios", realizado no último dia 24 de setembro, em São Paulo, e organizado pela Prospectiva Consultoria e pela Fundação Vanzolini.

A Angola cresceu em média 13,4% ao ano do final da guerra a 2008 e está diversificando sua economia, com investimentos além dos setores de petróleo e diamantes. Isso explica o espaço para diversos produtos e serviços brasileiros naquele mercado. O fluxo de comércio bilateral (importação e exportações), que saltou de US$ 137,7 milhões em 2000 para US$ 4,2 bilhões em 2008, inclui produtos básicos, como aço, minerais, combustível e alimentos, e bens de valor agregado, como máquinas e veículos. Outros também têm espaço na pauta, como medicamentos, embarcações, frutas, produtos químicos, plásticos e cerâmicas. E há ainda oportunidades para serviços, dentre eles os de saúde, tecnologia da informação e de comunicação, afirmou o professor de Relações Internacionais da PUC-SP e consultor associado da Prospectiva, Cláudio Ribeiro.

A Fundação Vanzolini vê grandes oportunidades para investir em educação e formação de recursos humanos em Angola. Em especial no caso de serviços, a língua é um grande facilitador para os negócios. A Odebrecht há muito percebeu o potencial angolano. A empresa atua naquele mercado desde 1984, com obras que vão da construção de usinas hidrelétricas a empreendimentos imobiliários, passando pela plantação de cana de açúcar para produção de álcool. A empresa emprega mais de 19 mil angolanos na área de engenharia e construção, disse Genésio Couto, diretor da construtora para América Latina e Angola. A empresa também criou a Telecom Angola Odebrecht e a Olex Importação e Exportação.

 

Apresentações para download abaixo: