
Em dezembro de 2007, Mercosul e Israel assinaram o acordo do Tratado de Livre Comércio (TLC), negociado desde dezembro de 2005. Esse TLC é considerado um marco na estratégica comercial do bloco, não tanto pelo volume de negócios contemplado, mas por ser o primeiro firmado entre o Mercosul e um parceiro de fora da América do Sul. As negociações comerciais extra-regionais são elementos complementares da estratégia multilateral adotada pela Política Externa Brasileira e também pelo Mercosul.
O Mercosul negocia ou negociou outros acordos de livre comércio, tais como com a União Européia; a SACU (Southern Africa Customs Union) e a Índia; e os Países do Golfo. Mas temas diversos, tanto nas agendas multilaterais quanto nas bilaterais, travam essas discussões e geram incertezas sobre a possibilidade de serem finalizadas.
O TLC centra-se na abertura de mercados para bens, com cláusula que prevê a possibilidade de entendimentos, no futuro, sobre acesso a mercados em serviços e investimentos. Temas não tarifários cobertos pelo acordo incluem regras de origem, salvaguardas, cooperação em normas técnicas, sanitárias e fitossanitárias, tecnológica e aduaneira.
As desgravações tarifárias do acordo estão divididas em cinco cestas:: A, de desgravação imediata, B, de desgravação de quatro anos, C, com redução de oito anos, D, de redução de dez anos; e E, que inclui produtos com quotas ou margens de preferência. A oferta israelense para o Mercosul nas cestas de A a D cobrem 95% das exportações brasileiras. Na cesta A, Israel ofertou 75% de suas linhas tarifárias A oferta do Mercosul para Israel nas cestas de A a D cobre 92% do volume importado pelo Brasil daquele país, sendo que o bloco ofertou 35% de suas linhas tarifárias na cesta C, 27% na D e 24% na A.
O TLC está em processo de ratificação pelo Congresso Nacional. Em 23 de junho último foi aprovado pela Representação Brasileira do Parlamento do Mercosul na Câmara dos Deputados. Ainda deve passar por outras comissões na Câmara e depois ser apreciada pelo Senado Portanto, é difícil prever um prazo para sua ratificação e entrada em vigor.
Comércio Brasil X Israel: Perfil
A corrente de comércio entre Brasil e Israel foi de US$ 1,5 bilhão em 2008, com exportações brasileiras de US$ 355 e importações pelo Brasil de US$ 1,2 bilhão, gerando um saldo negativo para o país de US$ 865 milhões.

A pauta de comércio entre os países é basicamente do agronegócio. O Brasil importa de Israel adubos e fertilizantes e exporta carnes, açúcares e grãos.

Comércio Brasil X Israel: Setores Farmacêutico e Fármaco-químico
O Brasil é, tradicionalmente, um importador líquido desses setores, seja de matéria-prima (fármacos e químicos) ou de medicamentos (prontos ou semiprontos). Israel, que possui uma indústria fármaco-química de tecnologia avançada e competitiva, é um dos fornecedores do Brasil nesse setor:

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